domingo, 23 de novembro de 2014

Síndrome de Addison



Ao contrário da Síndrome de Cushing, a Síndrome de Addison ou insuficiência suprarrenal primária surge pela falta da produção de hormônios pelas glândulas suprarrenais, devido a uma atrofia de tais glândulas. Não se conhece exatamente a origem da atrofiação, mas acredita-se que na maioria dos casos, se deve a uma doença autoimune, onde o corpo produz anticorpos que reagem contra as células do próprio tecido da glândula. Nos outros casos são destruídas por outras doenças como tuberculose, HIV, hemorragias, infecções fúngicas, etc.

Qualquer processo de infecção situado nas glândulas suprarrenais pode originar a doença de Addison.

Ela deve ser diferenciada da insuficiência suprarrenal secundária, pois na secundária a hipófise não produz o hormônio ACTH suficiente para estimular a glândula suprarrenal. O que é outro problema: insuficiência hipofisária.

                O nome Addison faz menção ao médico inglês Thomas Addison, que a descreveu.

A doença costuma se apresentar de forma lenta e progressiva, é agravada ao final do dia e em situações de estresse, que é quando o organismo mais necessita do cortisol.
A deficiência de cortisol provoca um aumento da produção de ACTH (hormônio adrenocorticotropina) que estimula a pigmentação cutânea, por isso as partes do corpo que ficam mais expostas à luz solar (rosto, braço, mão) e nas áreas que possuem articulações (cotovelo, joelho, cintura) e também lábios, gengivas, mamilos, adquirem coloração mais escura.
 


Outros sintomas observados são cansaço, enjoo, febre, irritabilidade, depressão, na maioria dos casos há perda de peso, desidratação, dores musculares, perda de apetite, diarreia, ausência de menstruação nas mulheres, crises de hipoglicemia, entre outros.

Em estágio avançado pacientes se queixam de dores abdominais intensas, enfraquecimento, pressão arterial baixíssima, insuficiência renal, podendo levar ao coma ou até mesmo a morte.
Seu tratamento consiste na reposição de hormônios, administrando sintéticos semelhantes aos naturais que estão em falta. Vai depender de cada caso, a dosagem, a frequência. Os resultados costumam ser bastante positivos. De acordo com que o nível de cortisol no sangue vai se normalizando, os sintomas podem sumir e o paciente levar uma vida normal. Uma precaução é evitar situações de estresse. 



Escrito por:  PAOLA AIRES LÓCIO DE ALENCAR

REFERÊNCIAS

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